Vinhos VERDES

Podemos começar dizendo que a procura por produtos ‘verdes’ vêm crescendo nos últimos anos, com consistência, ao redor do mundo. Com o vinho não é diferente! Assim, a elaboração deste tipo de vinho também cresce ano a ano para atender a esta demanda. Como resultado, os rótulos ‘verdes’ ocupam espaço cada vez maior tanto nas prateleiras das lojas como nas cartas de vinhos.


Antes de entrarmos na explicação técnica do que exatamente são vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos, vale dizer que a base de tudo é a ‘agricultura’ e não o vinho em si.



Agricultura Orgânica (cultivo da uva)

SEM uso de pesticidas ou produtos químicos no vinhedo. Seu manejo se baseia em produtos naturais e no equilíbrio biológico para impedir o surgimento de pragas.


Agricultura Biodinâmicos (viticultura biológica)

Além do cultivo orgânico do vinhedo, os produtores seguem a filosofia antroposófica, que defende que uma fazenda agrícola deve ser um ambiente totalmente auto sustentável, em harmonia com o cosmo, onde os processos utilizados na vinificação seguem o calendário lunar e suas influências no crescimento e na vida das plantas.


Vinhos Naturais (menor uso de SO2)

Embora não exista uma regulamentação oficial para esta terminologia, o consenso geral entre os produtores defende que o vinhedo pode ser cultivado de modo orgânico ou biodinâmico, as uvas devem ser colhidas manualmente e as leveduras utilizadas sejam, normalmente, selvagens. A maior diferença, porém, está no uso do SO2, conservante utilizado em todos os vinhos. Nos vinhos naturais este produto é utilizado em quantidades bem menores ou até mesmo NÃO utilizados, deixando os vinhos bastante sensíveis e instáveis.


Resultado na garrafa. Os vinhos verdes são melhores do que os vinhos convencionais?

O que todos os produtores querem, adotando este tipo de viticultura, além do respeito à natureza, é expressar com mais autenticidade as uvas e os vinhos de sua região.


Contudo, para esta pergunta não existe uma resposta simples. Quem pode e deve responder é o consumidor, aprovando ou não cada um desses vinhos. Outro ponto, para refletirmos, é que, até o início do século passado, toda agricultura podia ser considerara orgânica uma vez que os agrotóxicos surgiram durante a 1ª guerra mundial.


Parafraseando (e já me posicionando) o jornalista e crítico de vinhos Luiz Horta: ”eu não bebo vinho orgânico, eu bebo vinho”. Antes de mais nada, o vinho tem que ser bom. Este tema é polêmico pois existem defensores radicais dos vinhos verdes, independentemente da qualidade e/ou defeitos que estes vinhos podem vir a ter. Isto, para outros amantes do vinho, por muitas vezes pode ser uma ‘muleta’ para vinho de baixa qualidade e produtores oportunistas.

Cada um de vocês (ao ler este post) que levante sua bandeira e seja feliz (desde que bebendo vinho, claro!).


Dicas do Sommelier na hora de escolher um vinho “verde”:

1) Mais importante que um ‘selo verde’ é a reputação do produtor e, consequentemente a qualidade do vinho;

2) É normal um Vinho Natural conter residual de açúcar e até ‘borbulhas’ devido à fermentação com leveduras selvagens;

3) Geralmente são vinhos mais leves, com altos índices de acidez, sem passagem por carvalho, ou seja, podem não ser vinhos muito fáceis ao paladar do iniciante;

4) Quanto menor o índice de SO2 utilizado no vinho, menos estável ele fica. Compre em locais de sua confiança e cuidado com as safras, preferindo a mais recente possível.

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